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Declaração anarcatransfeminista contra “vítimas”, o Politicamente Correto, e a Polícia RadCis.

fevereiro 12, 2014

*[Vítima – pessoa que recusa a se responsabilizar por sua própria vida, assumindo um papel de passividade]

**[“RadCis” – referência a pessoas parasitam teorias do “feminismo radical”, defendendo discursos e práticas que sustentam a supremacia cis, perseguindo e intimidando pessoas trans*)

antidefini

Alguém disse que requer menos esforço mental condenar do que pensar” (Emma Goldman)

Somos les monstres que sobrevivemos ao desafio diário de viver rodeades de merdas e normas que aprisionam nossos corpos e desejos. Somos les monstres que não são bem-vindes praticamente em nenhuma parte. Somo les monstres, as feias, as ásperas, as putas, les foragides do gênero, as bruxas, les animais, les degenerades, les pervertides, les maleducades, les punks. Somos les que vemos uma verdadeira possibilidade de transformar realidades, porque sabemos que transformar este infeno é a única forma que temos para evitar o suicídio ou o desejo de matar pessoas.

E algumes destes monstres temos algo importante a dizer.

Estamos fartes de vocês: fascistas do politicamente correto, pessoas sexofóbicas , les transfóbicas , ativistas que não querem nada mais que ser gente “normal”, aquelas que escolhem adaptar-se às normas do patriarcado, e todas as demais que estão julgando nossos desejos.

Estamos fartas de sua hipocrisia e de suas formas de comunicação sujas e traiçoeiras. Durante anos, estivemos construindo pontes e vocês se dedicam apenas a levantar novas fronteiras. Estamos fartas do veneno que seu ódio a vocês mesmas e sua ignorância estão injetando no nosso tempo e no nosso espaço.

Vocês, e toda a gente que não pode ir mais além dos genitais, que não se permite a si mesmas pensar livremente, que não são capazes de ver a beleza na sujeira, que não vão mais além dos estândares e as normas do pré-estabelecido, que não podem transpassar o espelho: estão apoiando o sistema heteronormativo-capitalista constantemente, relegando-nos a nossas posições de dor, precariedade e raiva.

Vocês são parte do puto inimigo e não vamos aceitar seus ataques por mais tempo. Desse modo, chamemos a isso de guerra aberta. Podem agora tirar suas máscaras cínicas, e assim finalmente poderemos ver nossas caras. Talvez nunca nos olharão nos olhos nem nos dirão de frente as coisas que dizem pelas costas. Porque vocês têm medo de dizer o que pensam livremente, porque engoliram sua medicina e aprenderam a ser covardes. Chamemos a isso de guerra aberta… e lhes destruiremos com um sorriso.

Usam os códigos do Politicamente Correto como escudo, porque lhes falta inteligência emocional, empatia e amor para criar novas ideias. É possível que estejam tão fodidas que, ao invés de buscar uma solução, preferem satisfazer seu desejo de auto-destruição destruindo as coisas sábias e belas que construímos constantemente, as que emanam de nossa felicidade, nossas vidas, nosso amor incondicional diante de nós e todes les outres monstres.

Vocês nos desprezam porque não são capazes de liberar suas mentes o suficiente para nos disfrutar, para nos amar ou simplesmente para serem vocês mesmas. Mas ainda assim preferem estar ao nosso lado, tratando de regular o que fazemos desde dentro dos espaços que criamos com nossos corpos, corações e mentes. Ao invés de lutar pra aprender a amarem a si mesmas, ao invés de lutar junto a nós por nossos interesses anarcatransfeministas comuns, tratam de nos estrangular com suas normas, nos afixiam com sua infinita e egocêntrica necessidade de atenção, com suas histórias de infâncias fodidas, com sua patética autocompaixão e com sua incapacidade de crescer sobre esses traumas e tornar-se fortes com isso. Essa incapacidade é o que nos incomoda sobre vocês.

Estão nos reprimindo desde dentro de nossas comunidades de uma forma rasteira e injusta. Não sabemos qual será sua seguinte forma de nos foder, porém devemos nos proteger de vocês como de qualquer inimigo tentando nos atacar.

E vocês são capazes de fazer isso porque nós o permitimos, porque somos as únicas pessoas que respeitam e apoiam seus caprichos, somos quem lhes entrega de coração nosso tempo, companhia, inspiração, nosso entretenimento grátis-ou-de-contribuição-voluntária, nossa comida reciclada, nossos equipamentos roubados, nossas tfeiras grátis. Tomam tudo o que podemos oferecer e logo não aportam nada a nossas comunidades, a não ser conflitos e arame farpado.

Por essa traição, cuspimos em suas caras de classe média.

Os protocolos Politicamente Correto nos chegam como uma imposição da sociedade normativa, como um vírus em um sistema de software livre. São um instrumento do sistema capitalista para nos submeter, para nos converter em nossa própria polícia (já que a sua não chega aos espaços que construímos), dentro de nossas cabeças, dentro de nossas corpos/prisão.

Estes mecanismos nos chegam vestindo uniforme ou moicano colorido, podem ter pica ou buceta, podem também ser extremamente discretos ou até mesmo invisíveis.

É óbvio que pessoas tiranas e idiotas podem estar em qualquer parte da sociedade: podem ser marcineiros ou políticos, podem ser famílias perfeitas ou hippies, podem ser negras, brancas ou amarelas, pobres ou ricas e sim, também podem estar chamando a si mesmxs de “feministas”.

O mais triste de nossas vidas é que inclusive dentro dos nossos “grupos de afinidade” ou nossas “comunidades”, temos que lidar cada puto dia com censuras, discriminações, exclusões e violência emocional.  Cada dia temos que lidar com suas babaquices de mentes normativas e quadriculadas.

Baseando-se nos protocolos do Politicamente Correto, tudo o que vocês fazem é jogar um jogo simples, uma coreografia de manipulação. No entanto nós, les monstres, gostamos de fazer as coisas de forma ética e justa e, ao contrário de vocês, o fazemos com uma combinação de intuição e coração. Nos ensinamos umes a les outres como nos comunicarmos ativamente e com respeito, ao invés de escolher armas covardes como os vetos, as expulsões ou a censura que vocês usam para restringir nossos desejos.

Uma das melhores estratégias para entorpecer qualquer tipo de luta antisistema é controlar a luta deste dentro. Neste sentido, o papel de “vítima” é a forma mais poderosa de infectar uma comunidade anarca-feminista. Reconhecer-se a si mesmx como “vítima” significa que não há forma de nos protegermos, defendermos ou  apoiarmos, é contraproducente. E permite a essa pessoa adotar um papel passivo desde o qual só pode pedir ajuda e, desta forma, extrair o poder das demais sem dar nada em troca.

Quando uma “vítima” aparece em um movimento antisistema, normalmente requer todas as energias das lutadoras. Há muitas formas de ajudar alguém a sair desse papel, de lhe ajudar a tratar seus problemas de uma forma ética e saudável, a se levantar sobre as experiências dolorosas que sofreu, ensinar-lhe a fazer esse importante trabalho emocional como nós o fizemos antes ou como estamos fazendo agora mesmo. Em nossas comunidades, devemos elaborar dispositivos capazes de fazer desse conhecimento algo acessível para todes, sem ter que estar perdendo toda nossa energia cada vez que uma “vítima” aparece. E, seguramente, o primeiro passo para trabalhar com esses métodos é rechaçar a idéia de ser uma “vítima” e começar a se implicar em formas coletivas de auto-empoderamento.

Nós, les monstres, rechaçamos ser chamades ou no autodenominarmos vítimas. Durante anos lutamos ativamente para superar nossas feridas mediante uma troca respeituosa  com les demais, para nos curar o quanto antes e poder continuar a luta ombro a ombro com outres monstres.

O protocolo do politicamente correto serve somente à gente adaptada, à gente que quer ser normal. Está aí para ajudar aos covardes a evitar discussões reais, para evitar conexões verdadeiras, para evitar que cheguem a um entendimento real do que querem e necessitam les demais. Mas nós, les monstres, les humanxs anarcatransfeministas, nunca tivemos a pretensão de nos adaptar às condições do sistema, de modo que devemos nos proteger desse tipo de imposições e deveríamos nos dar conta de que chegou o momento de rechaçar este protocolos, de uma vez por todas.

Nossa força e nosso poder radica do nosso humor, nossa alegria e nossa independência, nossa forma de lutar, viver, respirar,  foder, amar, desejar… Além disso, cada monstre tem um senso especial de justiça e ética dentro de si mesme. Ou, pelo menos, cada monstre deveria desenvolvê-lo. Essa intuição se converteu na nossa única arma efetiva para devolver o golpe, uma poderosa habilidade que pode nos salvar da depressão, da destruição e da chatice.

A única possibilidade de sobrevivência que temos é a aliança com outres monstres frente ao nosso inimigo comum. As lutas internas supõem somente o princípio do fim, e devemos parar com isso antes que seja tarde demais.

Nós, les monstres, estamos aqui para lhes dizer que vamos lutar pelo direito de ver e de escolher, ao invés de aceitar caladamente sua cegueira imposta. Vamos lutar pela liberação de todos os corpos perante qualquer tipo de repressão. Estaremos contra a (por vezes realmente sutil) violência que tratam de exercer sobre les que queremos escolher livremente e decidir como, quando, onde e com quem compartimos experiências sexuais.

Vocês, les bastardes camuflades, a merda da polícia do Politicamente Correto, les inimigues da imaginação e de nossa luta por liberdade, são prisioneires de vocês mesmes e não temos nem o tempo, nem a vontade, de lhes resgatar.

Vão embora e deixem nossos espaços, vão embora pra viver com a gente heteronormativa, unam-se a suas famílias, seus empregos e seu puto sistema patriarcal.

Não lhes queremos do nosso lado, dentro de nós, não lhes necessitamos e lhes queremos fora de nossas vidas e políticas, dos nossos corações e de nossas camas!

Vocês não são bem-vindes nas esferas de les monstres!

********

(Nota: Esta é uma adaptação copyleft do texto “DECLARACIÓN ANARKAQUEER FEMINISTA EN CONTRA DE LO P.C.*, LAS VÍCTIMAS* Y LA POLICÍA QUEER”, disponível no link http://monstersdeclaration.wordpress.com/esp/. O texto foi escrito como uma crítica ao contexto Queer de Berlin.

Seguindo uma filosofia copyleft, as próprias pessoas que escreveram convidam a adaptar essa mensagem conforme o contexto que melhor cabe.

No contexto do Brasil, esta mensagem cai como uma luva para se dirigir a algumas ativistas que fazem do que chamam de “feminismo” um espaço de censura, perseguição e repressão contra pessoas trans* – e nesse sentido o texto foi alterado, visto que inclusive aqui não existe uma cena “queer” tão consolidada quanto lá fora.

Trata-se, no fim das contas, de um novo texto. Que também pode ser pirateado e alterado para funcionar a outras situações)

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9 Comentários leave one →
  1. fevereiro 13, 2014 10:40 am

    Bellísimo!!!!! Un abrazo muy grande desde las monstruas de este lado
    Viva el poder de la transformación y de la palabra!
    Amor y Salud!
    Diana

  2. fevereiro 13, 2014 7:06 pm

    que bosta, hein?!? Brinks, vou espalhar na net 😉 Abraços

  3. atakelesbiano permalink
    fevereiro 13, 2014 8:15 pm

    Lave tua cara branca barbada e teu sobrenome tradicional pra comparar feministas radicais com conservadores e dizer que temos cara de classe média. Nós não cairemos na tua bosta pós-moderna e colonizadora. Nas tuas tentativas de nos enfiar ”ponografias não opressoras” e ideais lesbofóbicas goela abaixo (ou boceta adentro) com desculpinhas esfarrapadas disfarçadas de revolução. Nas tuas tentativas de apagar nossa história tornando a linguagem assexuada e a materialidade (principalmente dos corpos) irrelevante tornando impossível nomear opressores. E nós falaremos sim das nossas infâncias e das nossas realidades como quisermos e bem entendermos. Cagamos pra ti que tem a cara de pau (ou o pau na cara, foda-se) de postar um texto desse sendo quem é, pois tu és um masculinista que veste ”roupas bacanas” e usa o mais cagado e autoritário dos tons. Nós sabemos disso, e antes de saber, nós sentimos isso. Tu e a tua nojeira de comportamentos e atitudes para com mulheres e lesbianas não passarão. Vire-se. Tu és mais do mesmo. Nós fanchas e nossas irmãs bis e heteros, estamos fartas disso tudo e de gente como tu.

  4. Camila permalink
    fevereiro 13, 2014 11:10 pm

    haauhauauauaahua

  5. anti misoginia permalink
    fevereiro 14, 2014 9:52 am

    E aí, Arthur. Muito engraçado ver um cara classe média alta, de sobrenome Cabral, que conhece vários países, que é entupido de privilégios desde sempre, fazendo esse discurso anti classe média (nem todas as rads são branquinhas e classe média, ok?) e acusando outras pessoas de privilegiadas.
    Mas o pior não é esse cinismo, essa hipocrisia. O pior é você minimizar histórias de violência, o pior é ver você pisar na vivência de pessoas que foram estupradas, abusadas, violentadas, dilaceradas; Dizendo que ela são vitimistas (qualquer semelhança com o discurso dos masculinistas NÃO é mera coincidência), dizendo que elas não superaram o passado, falando em tom de ameaça.
    Diz aí, nobre Vadya Kadela, como é que se supera um estupro brutal aos 8 anos de idade? Como é que se supera uma série de abusos na infância? Como é que se supera um ex marido que te ameaça diariamente de morte?
    Fácil falar da posição de quem NUNCA sofreu esse tipo de violência.

    Assinado: alguém que te conheceu muito bem antes de você virar esse ser humano desprezível que é capaz de machucar e agredir mulheres com um simples texto.

    • fevereiro 14, 2014 11:15 am

      e poxa, pessoa-anônima, você sabe das minhas posições de privilégio. Elas nunca foram segredo. Nunca escondi nem camuflei minha história (e o motivo de ter um perfil de facebook sem meu nome era para que pessoas anônimas que me enviavam ameaças tivessem menos dados pra me localizar – ainda que a relação entre os dois perfis fosse óbvia) – ao contrário, venho tornando públicas cada vez mais partes de mim (tanto de privilégios quanto de opressões).

      E você? Te parece realmente ok, transparente e ético enviar anonimamente uma mensagem de desprezo que termina com um “te conheço”?
      Mas claro, se eu sou essa pessoa “super cheia de privilégios”, está tudo ok. Eu que sou desprezível – não vocês, incapazes de tramar diálogo aberto, porque não conseguem lidar com discordância Alguma frente ao ponto de vista de vocês.

      ***Nota: a parte que se refere à classe média é da posição de quem escreveu o texto original – que é diferente da minha. Muitas das críticas nesse texto poderiam caber pra mim também. Pode ser que eu escreva uma outra nota, esclarecendo as partes desse texto que eu não concordo. De toda forma, isso não interessa a vocês.

      • anti misoginia permalink
        fevereiro 14, 2014 5:30 pm

        E a parte sobre mulheres que foram vítimas de violência no início de suas vidas e que não conseguem superar o terror que viveram? Você também acha elas vitimistas? Acha elas fracas? Patéticas?

        Você traduziu o texto, fez as mudanças que achou necessárias, não adianta vir com esse papo de que era a posição de quem escreveu inicialmente.

        E eu não me expus aqui pra não sofrer retaliação de alguns/algumas colegas seus/suas. Já estou cansada de receber ameaças de estupro anônimas, não preciso me expor ainda mais a esse tipo de crueldade.

        E pensar que eu já achei que você era uma pessoa consciente, honesta, que se importava de verdade com TODAS as mulheres (até com as ‘detestáveis’ radicais). Mas já percebi que misoginia é válida quando a mulher não se ‘comporta’ da maneira que deve. Nada diferente do que fazem os masculinistas e os religiosos malucos que atribuem estupros e outras violências ao comportamento feminino.

  6. anti misoginia permalink
    fevereiro 14, 2014 5:32 pm

    E não precisa se referir a mim como se eu fosse parte do grupo que você detesta. Eu não faço parte de nenhum grupo. Apenas não admito que nenhuma mulher, independente da ideologia dela, seja agredida por pessoas misóginas que destilam privilégios.

    • fevereiro 18, 2014 12:10 pm

      “E a parte sobre mulheres que foram vítimas de violência no início de suas vidas e que não conseguem superar o terror que viveram? Você também acha elas vitimistas? Acha elas fracas? Patéticas?”

      Esse não é um texto sobre “deixar de oferecer apoio a pessoas que sofreram violência”. Se você ler mais perto do fim, o texto fala justamente de criar mecanismos de apoio e empoderamento coletivos para sair da posição vitimária frente a estas situações.

      Mas, de novo: a crítica do texto não é “a pessoas que sofreram violência”.
      A crítica do texto é a uma cultura de auto-complacência dentro de cenas ativistas, onde a narrativa de histórias vitimárias se torna uma finalidade em si mesma, e um pretexto pra justificar todo tipo de práticas escrotas que jamais poderão ser questionadas uma vez que “aquela pessoa é uma vítima”.

      É uma crítica a lidar com situações de violência desde o pânico moral, que força pessoas a tomarem “lados”, e qualquer pessoa que não fica unilateralmente do lado “certo” é necessariamente um monstro terível.

      E que eu vejo a situação atual – de ataque das RadCis às pessoas trans* – como algo diretamente ligado a isso. Os momentos mais enfáticos de ataque às pessoas trans* quase sempre envolveram alguma situação de assédio ou abuso de fundo – e não, não estou negando as situações de abuso.

      O que eu repudio, sim, é essa cultura de pânico moral, na qual em nome de “oferecer apoio a vítimas” se legitima a fazer qualquer coisa. Do mesmo jeito que a mídia fascista usa imagens de “crianças assassinadas por bandidos” pra fazer campanha pela redução da maioridade penal – esse é o tipo de pânico moral a que me refiro.

      E pessoas sofrem mais violência em torno a isso. A cultura de vitimização não pára a violência. Nem a opressão.

      Por isso, sim, eu repudio esse tipo de política, e vou sempre lutar por outra forma de acolher pessoas que sofreram violência (e isso não é deixar de acolher) e lidar com isso.

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