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Teoria Transviada

setembro 4, 2013

Teoria Transviada (aka: traição sudaca-brasileira de ‘teoria queer’) não se trata simplesmente de afirmar que ‘não temos gênero’, ou que simplesmente ‘somos o masculino/feminino conforme escolhemos’.

Trata-se de uma análise, de um mapa, sobre os mecanismos de controle e opressão implicados na excessiva importância que nossa sociedade dá ao “sexo” (ficção somatopolítica supostamente biológica) como um definidor fixo sobre quem somos, e sobre os mecanismos de vigilância que impedem que auto-gestionemos essa definição sobre quem somos.

A luta pela possibilidade nomear a nós mesmes/a nossxs corpxs conforme queremos não é uma questão meramente individual, de “quero que me vejam e me chamem assim”.
É uma questão sobre mecanismos de opressão e normalização coletivos, que atravessam a todxs nós, que geralmente operam de forma invisível e silenciosa, mas que ganham ruído e visibilidade quando algumas pessoas dizem “quero que me chamem assim – dessa forma que não condiz ao que o Estado espera”.

A militância transviada consiste na visibilização e no combate a esses mecanismos de normalização.
A Teoria Transviada consiste em confrontar – nos âmbitos acadêmicos ou extra-acadêmicos – a Racionalização dessa vigilância e dessa normalização.
E enfrentar o paradoxo de que, muitas vezes, a racionalização legitimadora dessa vigilância se dá nos próprios espaços que se propõem a destruí-la.

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