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guardiães do gênero

setembro 4, 2013

sobre pessoas que enunciam “eu destruí o gênero – não sou homem nem mulher” enquanto uma ação Individual:
desculpa, super-legítimo seu desejo, mas não existe isso de “destruir gênero” só porque você decidiu sozinhe.

Gênero é uma tecnologia relacional, tudo o que envolve sua construção ou desconstrução envolve empreendimentos necessariamente coletivos.

Faz sentido os enunciados que dizem: “nós destruímos o gênero”, ou “nós anulamos os efeitos do gênero – aqui, neste espaço, entre estes corpos”.
Nós. No plural. Entre matilhas sexoafetivas dissidentes.

Esse “eu” individual, que simplesmente “decide” não ter mais gênero por força da vontade de sua razão, não destrói nada. É a voz do policial que se coloca por fora, ou acima da lei, para melhor vigiar dos corpos alheios, e desfrutar do poder que isso proporciona.

Talvez seja um dos mais acirrados mantenedores do gênero.

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