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esboço de intuições anti-hétero

julho 22, 2013

… quando eu era criança, vivia diversas situações de violência física psicológica na escola, porque os machinhos héteros achavam que eu era ‘esquisito’ ou qualquer coisa do tipo.

Hoje as pessoas banalizam isso com a palavra “bullying”, mas o termo certo pra isso é: violência.
Eu sentia vontade de morrer a maior parte do tempo. Levantar da cama pra ir à escola era uma tortura, a sensação de que todo dia estava indo pra uma guerra, na qual eu tinha a sorte de continuar vivo. A vontade de morrer era uma promessa de conforto constante.
Daí esses machinhos (e 90% dos filmes hollywoodianos) me ensinaram que essa violência pararia assim se eu pudesse provar que era sexualmente macho – então eu acreditava que assim que eu começasse a ficar com meninas aquela violência iria parar.
Hoje eu paro, e penso, que boa parte do desejo heterossexual que dirigiu minha vida vinha disso: vontade pura e simples de parar aquela violência. Da vontade de não morrer.
Organizando todo o meu corpo, meus prazeres, meu orgasmo em torno da vontade de que aqueles machinhos hétero autorizassem minha existência.

Busco hoje construir uma sexualidade livre da heteronormalidade, livre da busca por aprovação daqueles que me queriam mortx.

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