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desnomear

dezembro 3, 2011

Na ponta da língua
os nomes fazem suas malas
abandonando os objetos que nomeavam
partindo em direção ao delírio.

Saem batendo as portas
enquanto as bocas tremem
perdendo nos dentes qualquer sentido.

Dançam nos dedos
de um violão que gagueja.
Discursam manifestos e tratados
nos batuques de uma criança.

Está ali a noite em que os nomes partiram
perfurada há séculos, não pelo sol,
mas pelo borrão das penumbras.

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